O trabalho para elaboração do Mapa consiste no levantamento de uma série de indicadores de cada um dos 96 distritos da capital, de modo que se possa comparar dados e verificar os locais mais desprovidos de serviços e equipamentos públicos. Em muitos casos, a enorme distância entre o melhor e o pior indicador – que determina o “Desigualtômetro” que aparece nas páginas de cada tema – dá uma boa dimensão dos desafios que precisam ser superados.

Dessa forma, este mapa ajuda os gestores municipais a identificar prioridades e necessidades da população e seus distritos. Ao contribuir para o entendimento de dinâmicas importantes da cidade, também se coloca como um instrumento para a elaboração de políticas públicas mais inclusivas e a construção de planos setoriais mais integrados. No mais, o Mapa da Desigualdade da Primeira Infância preenche uma lacuna em termos de difusão de informações públicas, amplia o alcance do conhecimento sobre os territórios e facilita a assimilação dos dados disponíveis.

Em um município em que milhões de pessoas são separadas pelo acesso (ou a falta dele) a bens e serviços públicos fundamentais, colocar em evidência os dados oficiais e disponíveis é apenas o primeiro passo para que tenhamos uma cidade à altura de sua importância para o país e, principalmente, que ofereça qualidade de vida para todos os seus habitantes. Um lugar sem extremos tão distantes em termos socioeconômicos, mais acolhedor para os moradores e integralmente reconhecido pelo próprio poder público.

Com isso, esperamos sensibilizar membros da gestão pública, lideranças, organizações e sociedade civil em geral para aquilo que os dados revelam: a cidade precisa cuidar melhor de suas crianças.


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Mapa da Desigualdade da Primeira Infância - 2ª edição (2020)

Mapa da Desigualdade da Primeira Infância - 1ª edição (2017)
Apresentação - mapas